opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Ambulantes: um impasse global

Por

Vale do Taquari

O Fórum das Entidades de Lajeado se posiciona contrário à criação de um “camelódromo” na principal cidade do Vale do Taquari. O grupo formado essencialmente por líderes empresariais demonstra preocupação com o excesso de informalidade que historicamente rege esse nicho de mercado, e também faz uma defesa óbvia e natural dos comerciantes que possuem lojas físicas no centro da cidade. Mas algo precisa ser feito. Do jeito que está, e mesmo com as regras criadas para aliviar a Rua Júlio de Castilhos, o derradeiro problema tende a piorar.

A administração municipal ventilou a possibilidade de criar um “camelódromo”. Uma solução que, mesmo dentro da prefeitura, está longe de um consenso. O próprio governo municipal já se manifestou, meses atrás, contrário à criação de um espaço específico para o mercado de vendedores ambulantes. Mas algo precisa ser feito, reforço. E foi por isso que o assunto “camelódromo” voltou à mesa dos principais debatedores. Em suma, o bode foi exposto na sala e agora é ajeitar as arestas para se chegar a um denominador comum. E é difícil.

É difícil desde sempre. Ontem, durante o programa Frente e Verso da Rádio A Hora 102.9, citei uma reportagem publicada por um jornal da cidade, em maio de 1989. Naquele momento, o então prefeito Cláudio Schumacher iniciava um intrigante movimento na principal via pública de Lajeado, a Rua Júlio de Castilhos. Naquele momento, a prefeitura decidiu alargar uma das calçadas, criando o famoso “calçadão” no lado esquerdo da via.

A ideia era inovadora. Mas já naquele momento havia uma preocupação antiga. E a manchete daquela notícia, de maio de 1989, é no mínimo instigante: “Prefeitura não permitirá vendedores no Calçadão”. Lá se foram 31 anos. Neste período todo, outros quatro prefeitos passaram – Marcelo Caumo segue – pelo comando da prefeitura. E nenhum deles teve capacidade – ou criatividade – para resolver, de fato, a polêmica envolvendo os ambulantes. Aliás, é difícil encontrar um case positivo mundo afora. O impasse é histórico e global!


Notebooks furtados

O governo de Lajeado instaura sindicância para apurar o furto do notebook utilizado pelo Assessor Jurídico da Câmara de Vereadores. O aparelho estava no escritório particular do advogado. O local foi arrombado em janeiro. A Polícia Civil recuperou outros pertences, mas ainda não encontrou o notebook da câmara. Também foi aberta sindicância para apurar o extravio de um Notebook Lenovo, adquirido em 2016, de propriedade do Executivo.


Multas em Lajeado

Na edição do fim de semana, publiquei sobre a queda na arrecadação das multas de trânsito em Lajeado. Em abril e maio, foram arrecadados R$ 151 mil e R$ 101 mil em multas, respectivamente. Em julho e agosto, caiu para R$ 50,3 mil e R$ 35,3 mil. Sobre isso, o Coordenador de Trânsito Vinícius Renner garante. “Não há qualquer tipo de determinação para aliviar a carga.” Aliás, a referida queda foi verificada, também, em anos anteriores.


Metas fiscais

Em Encantado, a Câmara de Vereadores lança um Edital de Convocação. O documento serve ara convocar os cidadãos e entidades do município para participarem da Audiência Pública para a Avaliação das Metas Fiscais do 2º Quadrimestre de 2020 (maio, junho, julho e agosto). O encontro será realizado no dia 28 de setembro de 2020, às 17h, nas dependências do Legislativo, um pouco antes da sessão plenária de rotina.


Volta às aulas

O debate sobre o retorno das aulas presenciais transpassa os limites técnicos. Muitos gestores estão mais preocupados com os impactos eleitorais (positivos ou negativos) dessa decisão. Ou seja, há muitos prefeitos convictos de que a melhor solução é empurrar o problema com a barriga até a semana seguinte ao pleito municipal, agendado para o dia 15 de novembro. E enquanto isso eles liberam bares, clubes esportivos, praças, parques, festas…


Telefonia

Muitos pré-candidatos conseguiram acesso aos números particulares dos Cargos Comissionados. E não titubearam para enviar aquelas mensagens “robotizadas” e impessoais. Mas o tiro pode sair pela culatra. E são pelo menos dois motivos. O primeiro é a forma como obtiveram os contatos telefônicos, que não deveriam ser liberados com tanta facilidade. E o segundo ponto é a chatice, mesmo. Afinal, nem todos suportam essa campanha invasiva.