Medicina de precisão

opinião

Hugo Schünemann

Hugo Schünemann

Médico oncologista e diretor técnico do Centro Regional de Oncologia (Cron)

Medicina de precisão

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O conhecimento dá saltos de tempos em tempos. Em meados de 1700, surgiu a vacina, em seguida no ano de 1920 descobriu-se a penicilina. Após a Primeira Guerra Mundial, desenvolveu-se a quimioterapia. Do Raio X evoluímos para a tomografia, depois para a ressonância e em seguida para o PET SCAN. Melhores formas de prevenir, de tratar e melhores formas de diagnosticar.

Existem, no mundo, milhares de cientistas, pesquisadores, alunos, pós-graduados, buscando formas mais rápidas de diagnosticar e curar doenças.

A quimioterapia, para tratamento de câncer, desenvolveu-se a partir de armas químicas usadas na Primeira Guerra Mundial. Este evento abriu uma porta que nos lançou em uma nova busca por meios para conter a doença que desafia a humanidade desde antes de Cristo.

Novas drogas foram sendo desenvolvidas, e a cada novo passo, nova compressão da doença e seus mecanismos surgiam. E este conhecimento por sua vez, permite novas abordagens terapêuticas. O arsenal de tratamentos ficou gigante e o resultado começou a aparecer.

Mais recentemente surgiu o conceito da medicina de precisão, isto é, duas pessoas com o mesmo diagnostico, apresentaram doenças com características diferentes. Se isso por um lado pode ser uma desvantagem, por outro, pode ser útil na construção de tratamentos. É uma desvantagem na medida em que não conseguimos definir um tratamento genérico para os dois casos. Por outro lado, se identificarmos características individuais, de cada tumor, podemos desenvolver estratégias individuais para seu combate, e evitar que um paciente receba um tratamento sem eficácia.

Assim, cada vez mais, vamos descobrindo características e informações sobre cada caso, e desenvolvemos tratamentos específicos para cada um.

Assim como a vacina e o antibiótico do passado, este é um novo passo para o futuro.