opinião

Caetano Pretto

Caetano Pretto

Jornalista

Colunista esportivo.

Corrida maluca na Fórmula 1

Por

Lajeado

A corrida do último domingo, no GP de Monza, na Itália, foi um acontecimento histórico na Fórmula 1. Ela serviu para destruir o mito de que a modalidade está chata. Ou até a história de que as corridas não geram mais audiência.

Pela primeira vez desde 2012 o pódio não teve nenhum carro de Ferrari, Mercedes ou RBR. O vencedor foi Pierre Gasly, que comemorou a primeira vitória da carreira, e de sua equipe, a AlphaTauri. O pódio ainda teve Carlos Sainz (Mclaren) e Lance Stroll (Racing Point).

A vitória foi também a primeira de um piloto francês desde Olivier Panis, que venceu em Mônaco, 24 anos trás.

Só para ter noção do quão inesperado foi este pódio. Um apostador finlandês cravou o pódio com uma aposta de 0,20 centavos de euro (R$ 1,27). O homem venceu a aposta e ganhou 33.398 euros, cerca de R$ 212 mil.

Além do mais, a corrida serviu para referendar uma nova geração de pilotos. Lewis Hamilton ainda é o melhor, e caminha para ser o maior da história, mas Gasly, Stroll, Verstappen, Leclerc e outros, são o futuro da modalidade. Uma pena não termos nenhum piloto brasileiro. E uma pena maior ainda a notícia de que no momento, a modalidade não tem confirmada a transmissão em TV aberta no Brasil para a temporada 2021.


Chegou a hora de Renato?

Maior jogador da história do Grêmio, Renato Portaluppi caminha também para ser o maior treinador da história do clube. No entanto, após quase quatro anos na casamata, o técnico vive momento de rara instabilidade.

O seu Grêmio já tem a pior sequência de Brasileirão desde que o treinador assumiu, em 2016. Os seis jogos sem vitória só são batidos pela sequência que derrubou Roger Machado naquele ano.

Pela primeira vez desde que assumiu o clube, Renato recebe duras críticas da torcida. Parte justas. Parte injustas. São três as principais reclamações quanto ao time. Duas entram na sua conta.

A primeira é a montagem do elenco. O Grêmio tem hoje um elenco torto. É carente de um lateral-esquerdo e de peças de reposição. Sem falar a falta de Everton Cebolinha. Foi Renato quem montou o elenco, e apostou em jogadores que não deram retorno.

A segunda reclamação se refere ao rendimento do time. Mesmo com um elenco mais enxuto, o Grêmio tem time para jogar mais do que tem jogado. Afinal de contas, ainda tem um time melhor que Ceará, Corinthians, Sport e Atlético-GO, equipes na qual jogou e não venceu.

A terceira crítica sai da alçada do treinador. É a preparação física. O Grêmio sofre com muitas lesões, de jogadores experientes e até de jovens. É algo que tem ajudado a minar a campanha tricolor.

Apontados os problemas, fica a questão. Chegou a hora de Renato? Não, não chegou. Se tem um treinador que possui créditos no Brasil, este treinador é Renato Portaluppi. Que pese a má fase, o treinador ainda precisa, e terá, tempo para se reerguer. Acredito que Romildo também pense assim.