opinião

Thiago Maurique

Thiago Maurique

Jornalista

Coluna publicada no caderno Negócios em Pauta.

Muito além do constrangimento

Por

A segunda live do Negócios em Pauta trata sobre um assunto muito perigoso para empresas e empresários. Os prejuízos das Fake News vão muito além dos danos à imagem de empresas afetadas e responsabilizações legais aos autores e propagadores de notícias falsas: causam graves danos psicológicos nas pessoas que acreditam nelas acima de tudo.

O documentário “A Terra é Plana”, do Netflix, dá uma mostra do que ocorre quando uma pessoa se deixa absorver pelos enredos mirabolantes que escondem “segredos inomináveis”, típicos das teorias da conspiração que dão sustento às fake news. Ela deixa de acreditar nas instituições, na imprensa tradicional, na ciência e, por fim, em todos os que discordam do mundo criado em sua cabeças.

Quando o gestor de uma empresa ingressa nesse mundo de conspiração e fake news, multiplicam-se sa chances da organização fracassar. Primeiro, porque esse universo conspiracionista consome tempo e energia. Segundo, por negar evidências concretas em nome de crendices subjetivas – um erro fatal para qualquer administrador.

Há três anos, durante um evento em uma entidade empresarial da região, presenciei uma cena que ilustra bem esse problema. O empresário de uma grande empresa questionou outro sobre a veracidade de um vídeo que esse segundo enviou no WhatsApp. A resposta: “Se é verdade eu não sei, mas é o que eu penso.”

O primeiro empresário se mostrou incomodado, criticou a publicação e pediu para não mais receber esse tipo de conteúdo. Um constrangimento pequeno diante do risco que se corre ao replicar informações falsas.

Para acelerar os negócios inovadores

A Star Aceleradora anunciou a criação de um fundo regional voltado para investimento em startups. A intenção é arrecadar R$ 5 milhões de cem investidores, e aplicar os recursos em 20 empresas jovens, com modelo de negócios repetível e escalável.

A apresentação da proposta para a imprensa foi realizada terça-feira, 23, em evento realizado em parceria com a BIMachine. CEO da Stars, Aislan Menk e a CMO da BIMachine, Ana Paula Tessing falaram sobre aceleração e o potencial da região em se tornar um polo de desenvolvimento tecnológico.

A intenção também é assegurar que, pelo menos, metade das empresas aceleradas sejam da região. Além de aporte financeiro, as selecionadas recebem mentoria, apoio no desenvolvimento do negócio e tem acesso a uma rede de empresas para testar e validar os produtos desenvolvidos.

Já a rodada de conversa com as pessoas que manifestaram intenção de ser investidores, prevista para ocorrer por videoconferência no dia seguinte, foi transferida para a próxima-quarta, 1º de junho.

Doze empresários da região já aportaram recursos no fundo. Eles também compõem um conselho responsável por acompanhar a gestão dos valores, garantir a coerência na aplicação do dinheiro e assegurar a transparência do processo. Uma grande responsabilidade diante dos valores envolvidos e do simbolismo de conduzir a primeira iniciativa de criar um sistema de aceleração voltado para startups na região.

Marcante e Atual

“Tem toda uma geração que cresce e quer participar desse processo de comprar, comentar e consumir da mesma forma como faz no universo on-line. As empresas não estão preparadas para isso. Muitos têm um bom atendimento, mas não se apresentam nas redes sociais. Outros se apresentam nas redes, mas não entregam o que prometem.” – Patrícia

Palermo – Economisa, em matéria sobre a indústria 4.0 no Negócios em Pauta de Novembro de 2017.