Distanciamento controlado

Vale aguarda mudança nos critérios do governo gaúcho

Método de contagem que inclui pacientes assintomáticos pode representar volta da região à bandeira vermelha

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Vale aguarda mudança nos critérios do governo gaúcho
Estratégia regional prevê o máximo de testagens, inclusive de casos leves. Na avaliação das entidades locais, pacientes assintomáticos não devem ser contabilizados pela tabulação do grau de risco (Crédito: Divulgação)
Vale do Taquari

O compromisso assumido pela secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, com organizações representativas do Vale do Taquari ainda não foi posto em prática. Na semana passada, integrantes da Associação dos Municípios (Amvat), do Conselho de Desenvolvimento (Codevat) e da Câmara da Indústria e Comércio (CIC), se reuniram com a representante do Piratini e demonstraram a organização local de testar o máximo possível de pessoas suspeitas de contágio.

Do encontro, Arita confirmou que o Estado iria rever a metodologia, sem acrescentar pacientes positivos assintomáticos que estão em casa sem necessitar atendimento na rede pública de saúde.

No entanto, no sábado, durante apresentação do governador Eduardo Leite, os pacientes do Vale com sintomas leves da doença foram contabilizados no modelo de distanciamento controlado do RS.

Por meio de carta enviada ao Executivo gaúcho, as instituições regionais cobram que neste sábado a contagem que determina a bandeira de risco exclua pessoas contaminadas que estão em casa e contabilize apenas pacientes internados.

A expectativa é que o governador confirme a mudança no cálculo de risco ainda nesta semana, pois sábado ocorre nova rodada de análise dos dados de contágio para determinação das bandeiras em 21 regiões gaúchas.

Critérios para diminuir restrições

O decreto estadual estabelece métricas para definir a bandeira de risco das regiões gaúchas. Entenda como funciona o risco calculado:

  • Cada região será avaliada por meio de 11 indicadores consolidados em dois grandes grupos com pesos iguais na definição final;
  • Propagação (velocidade do avanço, estágio da evolução, óbitos e incidência de novos casos sobre a população);
  • Capacidade de atendimento hospitalar;
  • Conforme o grau de risco calculado com pesos diferenciados para cada indicador, as regiões recebem uma cor de bandeira;

São:

  • AMARELA – risco médio/baixo
    A região encontra-se com alta capacidade do sistema de saúde e baixa propagação da doença.
  • LARANJA – risco médio
    Significa que a região está com um dos dois cenários: média capacidade do sistema de saúde e baixa propagação do vírus ou alta capacidade do sistema de saúde e média propagação do vírus.
  • VERMELHA – risco alto
    A região encontra-se em um dos dois cenários: baixa capacidade do sistema de saúde e média propagação do vírus ou média/alta capacidade do sistema de saúde, porém alta propagação do vírus.
  • PRETA – risco altíssimo
    Região encontra-se com baixa capacidade do sistema de saúde e alta propagação do vírus.