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Estado muda critérios e atende a pedido regional

Segundo o governador, regiões que mais testam não podem ser penalizadas. Alteração no método foi revindicada por Amvat, Codevat e CIC-VT.

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Estado muda critérios e atende a pedido regional
Vale do Taquari

O governador Eduardo Leite declarou na tarde desta quarta-feira, 20, que os critérios para a classificação de risco das bandeiras do Rio Grande do Sul serão revistos. A partir de 30 de maio, apenas os casos de covid-19 hospitalizados serão considerados.

A mudança atende ao pedido de entidades regionais, como Associação dos Municípios (Amvat), Conselho de Desenvolvimento (Codevat) e Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), que reivindicavam a alteração na metodologia para que as localidades que mais testam não sejam penalizadas.

Os exames influenciam em dois critérios na matriz de dados que gera o resultado das bandeiras de classificação de risco das 20 regiões do Rio Grande do Sul. O primeiro influencia na constatação da velocidade de proliferação do coronavírus, ao comparar o número de casos confirmados nos últimos sete dias, com as infecções da semana anterior.

Outro efeito da alteração metodológica é na a incidência de infecções nas localidades. Ou seja, o número de novas notificações em relação a cada 100 mil habitantes.

Conforme o governador, as regiões onde os testes são realizados em maior quantidade não podem ser punidas com restrições aos serviços. “Existem, efetivamente, regiões do estado que testam mais”, afirmou. Segundo ele, o objetivo da revisão é coletar dados de forma mais fiel para uma tomada de decisões precisas no combate à pandemia.

No próximo sábado, dia 23, as cores de classificação de risco de contágio serão revistas ainda conforme os critérios utilizados desde o início do mês.

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Pleito regional

Na semana passada, integrantes da Associação dos Municípios (Amvat), do Conselho de Desenvolvimento (Codevat) e da Câmara da Indústria e Comércio (CIC), se reuniram com a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, e demonstraram a organização local de testar o máximo possível de pessoas suspeitas de contágio.

Na revisão de bandeiras das duas últimas semanas, os pacientes do Vale com sintomas leves da doença foram contabilizados no modelo de distanciamento controlado do RS.

Hoje, as entidades emitiram carta manifestando “estranhamento” com o fato das alterações acordadas na reunião ainda não terem sido implementadas.