Um olhar para o futuro

opinião

Thiago Maurique

Thiago Maurique

Jornalista

Coluna publicada no caderno Negócios em Pauta.

Um olhar para o futuro

Por

Vale do Taquari
Imec - Lateral vertical - Final vertical

A pesquisa acadêmica cumpre papel fundamental para o avanço da sociedade. A visão sistêmica e a metodologia científica empregada na academia são ferramentas indispensáveis para compreender o mundo em que vivemos e projetar soluções para os problemas individuais e da sociedade.

O valor da ciência está muito além dos diplomas. Não é a toa que as áreas de maior concentração e geração de riqueza são aquelas que unem atividades empresariais e acadêmicas. O Vale do Silício, é sede de Stanford, considerada a quinta melhor instituição de ensino no mundo.

No Vale do Taquari, tentamos compilar um modelo semelhante, tendo a Univates como referência. Ainda estamos distantes do ambiente de desenvolvimento que resultou na criação das empresas que hoje são as mais valiosas do mundo – entre elas, Google, Apple e Facebook. Um dos principais desafios é justamente o de aproximar empresas (mercado) e os pesquisadores (estudantes).

A Univates deu passos importantes nesse sentido. A criação do Tecnovates e a articulação em torno do Pro_Move Lajeado são as faces mais visíveis desse movimento. As parcerias também adentram nas salas de aula dos mais diferentes cursos.

Um dos exemplos ilustra as páginas 4 e 5 dessa edição. Alunos da cadeira de Economia Criativa realizaram uma pesquisa sobre o tema com apoio dos profissionais do Grupo A Hora. Tive o prazer de participar do projeto e dar algumas dicas sobre como desenvolver o trabalho com uma pegada mais próxima do que fazemos no cotiano profissional.

Para mim, a experiência foi muito além do que apenas repassar o que aprendi ao longo do tempo. Conversar com os estudantes e conhecer suas ideias, anseios e sacadas também me fez refletir muito sobre o nosso (meu e deles) papel enquanto profissionais.

Tem muita gente boa prestes a ingressar no mercado de trabalho. É lógico que os jovens ainda precisam de orientação, em especial para conter a ansiedade e compreender que as conquistas se realizam ao longo de uma árdua caminhada. Mas são eles que construirão as empresas e a sociedade que queremos para o futuro. Torço para que a união entre a academia e o mercado se torne cada vez mais forte.

Boa Leitura!

Desligue a mangueira!

A matéria principal do A Hora desse fim de semana escancara uma realidade que ficou em segundo plano diante da pandemia do novo coronavírus. A estiagem assusta e a falta de perspectiva de chuvas mais intensas nos próximos dias é ainda mais preocupante.

Os prejuízos no campo são milionários e a redução nos reservatórios ameaça o abastecimento nas cidades. Em Santa Cruz do Sul, aqui pertinho, o outrora gigante Lago Dourado está secando e se estima que a cidade não terá mais água em pouco mais de um mês.

Nos rios e afluentes do Vale do Taquari a situação é desoladora. A foto que ilustra esse tópico foi tirada na quinta-feira, dia 23. Mostra o que um dia foi o Arroio Nova Santa Cruz (Santa Clara do Sul), que desemboca no Arroio das Antas em Alto Conventos, interior de Lajeado. A cena é triste.

Andando pelas ruas de Lajeado ainda se percebe muitas pessoas usando mangueiras para lavar o carro ou a calçada. Um desperdício que pode custar caro. Se ficarmos sem água, a crise do coronavírus ficará maior e teremos ainda mais pressão sobre uma economia já debilitada. Precisamos de consciência e mangueiras desligadas.

Marcante e Atual

“Mais de 20 anos depois da chegada da internet, o mundo digital ainda parece um bicho de sete cabeças. O termo transformação digital não significa apenas ter um site ou uma página no Facebook. Ele é a adaptação do modelo de negócio da empresa e de seu processo.”

Paulo Kendzerski – Presidente do Instituto da Transformação Digital em entrevista para o Negócios em Pauta de novembro de 2017.

Segurança jurídica diante do inesperado

A pandemia da Covid-19 é uma situação juridicamente chamada de “força maior”. Isso permite que se alterem as bases de negócios, contratos e acordos firmados antes desse acontecimento, o que incluiu o direito do trabalho. A advogada Sabrina Schneider enviou para a coluna uma série de dicas para empresários e trabalhadores diante desse momento inesperado.

Segundo ela, os acordos permitidos pelo governo federal para preservar empregos precisam ser firmados com apoio de assessoria jurídica. Conforme Sabrina, é importante que seja direcionado ao Juiz do processo o pedido de retificação das bases, já sugerindo o formato que seria mais adequado para que a empresa possa satisfazer o pagamento.

A condição pode ser uma diminuição do valor da parcela, uma prorrogação ou até suspensão do pagamento por um período. É importante também deixar claro ao Juiz e à outra parte de que forma a empresa vem sendo afetada pela crise econômica e a extensão desse danos, de modo que fique evidente a necessidade de reformulação.