opinião

Deolí Gräff

Deolí Gräff

Jornalista

Coluna sobre sociedade, arte, cultura e expressões comunitárias.

“Morar aqui é maravilhoso”

Por

Vale do Taquari

O baiano Maurício Pugliesi Borges, 32 anos, formado em Ciências Aeronáuticas pela PUC/RS, trabalha há oito anos como piloto de linha aérea da empresa Azul. Ele pilota o avião Airbus A320 neo, que realiza voos domésticos, para as capitais e principais grandes cidades do Brasil, além de alguns destinos internacionais.

Ele veio morar em Lajeado em 2015 depois de casar-se com a lajeadense Daiane Becker Borges. Eles se conheceram na faculdade em Porto Alegre. Enquanto ele estudava na PUC, ela cursou Engenharia da Produção na UFRGS. Depois que o relacionamento virou namoro, passavam os finais de semana com a família dela em Lajeado e as férias de verão curtiam as belas praias de Salvador/BA, com a família dele.

Maurício vive uma experiência de trabalho interessante. Reside em Lajeado e a sua base de trabalho é em Campinas/SP. “A logística de ida e volta é um pouco complicada, mas vale apena”, afirma. Normalmente trabalha cinco dias e descansa três. Ele vai de carro até o aeroporto em Porto Alegre, de lá de avião até São Paulo. “Morar em Lajeado é maravilhoso. Aqui a vida é tranquila e agradável, longe da agitação das grandes cidades”, justifica o piloto.

Sobre a sua adaptação ao estilo de vida dos gaúchos, garante que foi tranquilo. “Tive a sorte de conhecer a minha mulher e fazer parte da sua linda família, que me acolheu de forma maravilhosa, dando todo o amor e apoio como se eu fosse um filho”.

Ele cita que o mais complicado foi o primeiro inverno, que foi bastante rigoroso. “Hoje me considero quase um gaúcho. Gosto muito do churrasco e da culinária típica da região”. Ele se acostumou tanto ao chimarrão, que não pode faltar pela manhã bem cedinho e no fim de tarde, “que sempre proporciona um belo momento para reunir a família, apreciar o por do sol, conversar e dar risadas”.

Em consequência do coronavírus, Maurício está por trinta dias de licença do serviço. Ele deverá retornar em maio ao trabalho em São Paulo.


Tributo a Nestor Müller

O empresário de Estrela Nestor Müller, 58 anos, morreu dia 01/04, em decorrência de um disparo de arma de fogo na cabeça. Pai de cinco filhos e proprietário das empresas, Concrevale, Verde Vida, Dentária Prisma, Postos Pinguim e sócio-proprietário da Univale. Ocupava o cargo de diretor de comunicação do Sindicato dos Postos de Combustíveis do RS (Sulpetro). Era presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade Ginástica Estrela (Soges) e cônsul honorário do Grêmio.

Nestor Müller deixa um legado de intensa atuação empresarial e social. Era um empreendedor.


Valorize o que é nosso

O Grupo A Hora está encabeçando campanha para incentivar as pessoas comprarem produtos e serviços do Vale do Taquari. O objetivo é fortalecer empresas locais e garantir empregos para nossa gente.

“A partir dessa postura, é possível diminuir as perdas no PIB regional frente ao surto de coronavírus”, afirmou o consultor de empresas, Fernando Röhsig em entrevista à Rádio A Hora 102.9. Ampliar o leque de produtos da região nos mercados e nas casas comerciais é uma forma de fazer o dinheiro circular aqui.

Temos uma oportunidade. Estamos no Vale dos Alimentos. Temos a condição de priorizar produtos e serviços locais.”


Respeito à gramática

Um aviso ao pessoal das redes sociais, a língua portuguesa não está em quarentena ou de folga. A comunicação verbal ou escrita continua sendo feita obedecendo as normas gramaticais, ou seja, escrever as frases de forma correta continua valendo.

Em um grupo de whats, um dos membros quis chamar atenção dos políticos e lascou:

– “Bando de cê vergonha”

Aí percebeu que escreveu errado e corrigiu:

– “*Cenvergonha”.


Safra de mel do outono será boa

O agrônomo e criador de abelhas nativas, Paulo Conrad, um dos mais entendidos em abelhas no Estado, está vibrando com o trabalho das abelhas nesta época do ano. “Por causa da pouca chuva e o período de floração de diversas plantas é excelente para a produção de mel”. Ele salienta que os meses de fevereiro, março e abril são épocas de muito boas florações em nossa região. Florescem as árvores das espécies aroeira, louro, paineira e diversas variedades de eucalipto, além de plantas ornamentais, muito melíferas. “Normalmente em outros anos, este período é chuvoso. Isto dificulta as abelhas de buscar o néctar”.

Conrad explicou que em período seco as abelhas trabalham todos os dias deste o amanhecer até o escurecer. Conseguem estocar quase todo o néctar produzido em forma de mel para ter alimento abundante no inverno.

O agrônomo aponta outro fator importante que influi para o aumento da produção nesta época é que as abelhas existentes na colmeia são quase todas na fase adulta. Existindo poucas operárias jovens que se alimentam na colmeia sem ir buscar néctar na natureza. A previsão é da safra do outubro ser em quantidade e de boa qualidade.

Sobre as mortes de abelhas , Conrad explicou que as que morrem em março são da espécie chamada mandaçaia, nativas sem ferrão. Este ano a mortandade está mínima. Não se sabe a causa ao certo. Mas como estamos desde janeiro com seca, pouco defensivo se usou e talvez este seja o motivo da baixa mortandade este ano.