opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Campanha contra o vírus

Por

Vale do Taquari

A Amvat ventilou pela primeira vez a possibilidade de erguer um Hospital Regional de Campanha no Vale do Taquari. É difícil concretizar. Mesmo assim já é música para os ouvidos do angustiado contribuinte, que convive diariamente com o medo desde meados de março. Afinal, o número de leitos e respiradores mecânicos é insuficiente e, diante da apreensão coletiva, qualquer possibilidade de potencializar a assistência médica é um alento.

Um hospital de campanha pode servir para amenizar o tão alarmado colapso no sistema de saúde, anunciado para os momentos de pico do novo coronavírus. Essa pandemia exige muitas internações, e o risco de saturar o sistema de saúde é uma realidade em praticamente todos os cantos do Brasil. Os hospitais de campanha ajudam principalmente a desafogar a demanda por leitos para pacientes com Covid-19 de baixa complexidade.

Em caso de colapso, os hospitais de campanha também acolhem pacientes que estão iniciando o tratamento”

São pacientes que devem permanecer internados, mas que dispensam a necessidade de cuidados em Unidades de Tratamento Intensivos (UTIs). Eles estão em uma zona cinzenta de gravidade. Em outras partes do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belém, por exemplo, as autoridades locais definiram seus próprios critérios para os atendimentos. Muitos cuidam de pacientes que já podem deixar a UTI, porém não estão aptos a ter alta.

Em caso de colapso do sistema público, esses hospitais de campanha também podem acolher os pacientes que estão iniciando o tratamento. Ou seja, há muitas vantagens neste modelo utilizado nas principais cidades do país. Porém, a realidade já é dura com os nossos hospitais referências e, portanto, é acertada a decisão momentânea da Amvat de apenas ventilar o assunto e priorizar investimentos nas infraestruturas já disponíveis.


Redução salarial

O decreto que reduz salários do prefeito, vice-prefeito, secretários, FG´s e CC´s de Arroio do Meio gera controvérsia entre políticos. Muitos questionam a legalidade e argumentam que a prerrogativa de legislar sobre os subsídios é da Câmara. No programa Frente e Verso dessa segunda-feira, Klaus Schnack (MDB) deixou em aberto a possibilidade de encaminhar a medida à câmara. Certo ou não, a decisão de Klaus de reduzir em 40% o próprio vencimento mensal – hoje ele recebe R$ 22 mil – mexeu com os brios de outros políticos. Ontem, o prefeito de Teutônia, Jonatan Brönstrup (PSDB), seguiu o exemplo. Quem será o próximo?


Caça às bruxas!

São diversas as denúncias sobre o não cumprimento do decreto que proíbe boa parte do comércio local na região. Os relatos são basicamente sobre empreendimentos atuando irregularmente nos centros e também bairros das principais cidades. Em Lajeado, principalmente, fotos de postos de combustíveis com aglomeração de pessoas circularam pelo WhatsApp durante o sábado e o domingo.

Também havia concentração de pessoas no Parque dos Dick e alguns bares da cidade. No sábado à tarde teve até futebol na sede da Associação Atlética Municipal, às margens do Rio Taquari. A Secretaria de Segurança Pública age para inibir a presença de pessoas em locais públicos, e quem está respeitando o decreto e a quarentena segue cobrando medidas para garantir um tratamento igual para todos.


A dança das bancadas

O cenário na Câmara de Vereadores de Lajeado mudou para esses oito meses que restam da atual legislatura. O MDB passa a contar com seis representantes – Ederson Spohr, Carlos Ranzi, Marcos Schefer e Waldir Blau recebem o reforço de Neca Dalmoro (ex-PDT) e Paulo Tori (ex-PPL). Já o PP, partido do governo, conta agora com cinco parlamentares – Ernani Teixeira (ex-PTB) e Nilson do Arte (ex-PT) se juntam a Fabiano Bergmann, Lorival Silveira e Waldir Gisch.


Novidades e velhos conhecidos

O PP de Lajeado se reestrutura para outubro. Além dos vereadores Nilson do Arte, ex-PT, e Ernani Teixeira, ex-PTB, também assinaram ficha e são possíveis postulantes à Câmara os suplentes Adi Cerutti, ex-PSD, Carlos Musskopf, ex-PT, e Deolí Gräff, ex-MDB. Entre os nomes novos na política, Felipe Milani, do Movimento Direita dos Vales (MDV), Alex Schmitt, ex-procurador do município, e o músico Jerônimo Schuhl.

A lista segue com os nomes de oito mulheres. Todas devem concorrer em outubro São elas: Eliana Heberle, Ana Lazaron Pereira, Mara Goergen, Bea Provim, Vivian Bach, Marines Klein, Ana Paula Wolf e Eleni da Silveira. Por fim, completam a lista de pré-candidatos Lorival Silveira, Mozart Lopes, Waldir Gisch, Fabiano Bergmann (Medonho), Isidoro Fornari, Heitor Hoppe, Adriel, Pingo, Flávio Kuntz, Carlos Augusto Bianchin da Rosa e Adão Nunes.