opinião

Fernando Weiss

Fernando Weiss

Diretor de Mercado e Estratégia do Grupo A Hora

Coluna aborda política e cotidiano sob um olhar crítico e abrangente

Um dia histórico num desafio duplo

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Atualizado quarta-feira,
25 de Março de 2020 às 13:06

Vale do Taquari

uis o destino, que em meio a uma das maiores crises humanitárias do mundo, déssemos a largada da Rádio A Hora.
Este não é o melhor momento para uma estreia. Mas aqui no Grupo A Hora, tínhamos a certeza que era o momento certo.
Nunca antes na história recente, a sociedade precisava tanto de informação confiável. Mas não apenas informação, ela precisa e busca conteúdo capaz de emanar esperança, positivismo e sim, alegria. Afinal, a vida continua.

Faz uma semana, tínhamos a opção de abortar o projeto e adiar a abertura da Rádio A Hora. Decidimos acelerar as obras, preparar o estúdio em tempo recorde e estrear a programação. A justificativa é simples: a imprensa, quando comprometida com sua missão mais nobre, é uma grande prestadora de serviço. Aliar o meio rádio aos nossos outros dois canais – digital e impresso – é fundamental para este momento ímpar ao qual a sociedade está submetida.

A pandemia do Coronavírus, na verdade, acabou sendo uma espécie de estímulo – no bom sentido – para colocar a rádio no ar o quanto antes. Afinal, as pessoas estão em casa, com muito mais tempo e predisposição em consumir um conteúdo inovador e propositivo.
A decisão por um jornalismo mais altruísta foi tomada antes mesmo da pandemia nos acometer. Quando a Covid-19 chegou com força, a proposta ganhou ainda mais importância.

Desde ontem, está no ar a Rádio A Hora 102.9. Um desafio duplo. Primeiro, em fazer radiojornalismo em meio a uma série de restrições físicas, de contato e de relacionamento. Segundo, pelo impacto econômico que a crise já aparenta e, por consequência, uma incerteza que deixa investidores de cabelos em pé.
Tudo vai passar. Cedo ou tarde. Mas vai. Vida que segue. E foi muito por isso, que neste momento desafiador, nos lançamos ao mar com mais um canal de comunicação para entregar aquilo que nos faz ficar de pé: jornalismo e entretenimento na medida certa.


“O colapso econômico pode ser maior”

Fique em casa. Esta é a recomendação. Este é o apelo. Este é o pedido. Parar as cidades. Esvaziar as ruas. Tudo isso faz parte da estratégia adotada para vencermos a covid-19. Ao passo que a sociedade atende a este chamado, ergue-se um movimento paralelo que começa a falar sobre o colapso econômico e social que se avizinha com a paralisia total. Estamos falando de preservação da vida, e nada é mais importante do que isso.
Ainda assim, não dá para negligenciar o impacto que causará a paralisação total das atividades, inclusive, da indústria, independentemente de setor.

Ontem, em entrevista ao programa Frente e Verso, da Rádio A Hora, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ernani Polo (PP), falou sobre o tema e sustentou que um amplo e necessário debate precisa ser feito para discutir os impactos financeiros decorrentes da paralisação. “O colapso econômico pode ser maior”, alerta o presidente da Assembleia Gaúcha, sem, no entanto, desconsiderar a necessidade de preservar os grupos de risco.


Sem chuva intensa até junho

Não podemos falar apenas de coronavírus. Há outro drama que acomete o estado do Rio Grande do Sul e que também causará forte impacto na economia gaúcha. A estiagem avança, seca arroios, fontes e lavouras. Ontem, o meteorologista Luís Fernando Nachtigal, da Metsul Meteorologia, falou que o restante de março e todo mês de abril terão chuva bem abaixo da média. A previsão é de chover com mais intensidade apenas por volta de junho.