“Redação nas Ruas” abre 2020  e ouve demandas no Centenário

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“Redação nas Ruas” abre 2020 e ouve demandas no Centenário

Equipes de jornalismo e de relacionamento visitaram o bairro no sábado passado. Moradores relataram os principais problemas da localidade

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“Redação nas Ruas” abre 2020  e ouve demandas no Centenário

Iniciado no ano passado, o projeto “Redação nas Ruas”, iniciativa do Grupo A Hora, teve sua primeira edição em 2020 na manhã do último sábado, 25. O bairro Centenário, que teve crescimento significativo nos últimos anos, foi o local escolhido para abrir as atividades do ano.

Durante pouco mais de duas horas, funcionários do setor de jornalismo e de relacionamento do A Hora visitaram residências e estabelecimentos comerciais, conversando com moradores e ouvindo suas demandas, reclamações e anseios referentes à situação atual do bairro. Também distribuíram exemplares da edição de fim de semana do jornal.

Entre os principais problemas apontados, está o abandono da pracinha do bairro, que deixou de ser um espaço de lazer da comunidade para virar um ponto de drogadição. Moradores também relataram situações como a falta de roçadas em terrenos e em via pública.

A atividade foi mais uma oportunidade para aproximar os profissionais do A Hora às comunidades. A proposta é estar cada vez mais perto dos leitores e da comunidade regional, o que é fundamental para o desenvolvimento de um trabalho jornalístico de qualidade.

A próxima edição do “Redação nas Ruas” está prevista para o mês de fevereiro, em bairro a ser definido pela coordenação do projeto.

2020_01_30_Caetano Pretto_Rua fechadaAcesso fechado irrita moradores

Antes do encontro da rua Cecília Meirelles com o campo, há uma via que dá acesso à Carlos Chagas. Historicamente, ela era utilizada por veículos e motos para cortar caminho. Contudo, após ser calçada, ela foi fechada.

O fechamento gerou reclamações de Lídia, que mora na esquina da Cecília Meirelles com esta via, que não tem nome. “Faz uns seis, sete meses que fizeram isso. Sempre esteve aberta e nunca deu problema. Houve uma reclamação por conta da poeira e fecharam sem dar explicações”, lembra.

Lídia chegou até a oferecer o nome de um de seus pais para a rua, já que havia um vereador interessado em apresentar projeto de lei para batizar o trecho. “Essa rua existe antes mesmo do campo de futebol ser aberto”, lamenta.

Bergmann explica que foi necessário o fechamento para apaziguar uma situação de atrito que se criou entre moradores. “Não seria viável manter um fluxo. Ali não é uma rua, só um acesso”, resume.

2020_01_30_Giovane Weber_Redutor de velocidadeProblemas de velocidade na Rua Carlos Gomes

O pintor Jacó Antônio Schneiders reclama da velocidade com que motos, carros, caminhões e ônibus trafegam pela rua Carlos Gomes, uma das principais do bairro.

“Ninguém respeita o limite ou as placas. Transformaram isso numa pista de corrida e colocam em risco da vida dos moradores e de quem caminha pela via”, desabafa.

Schneiders destaca que já encaminhado ao Departamento de Trânsito o pedido de instalação de redutores, mas até o momento não foram atendidos.

Falta de água

O Centenário já foi alvo de reportagens sobre a recorrente falta de água nas residências. Durante o Redação nas Ruas, os moradores Adriana Zago, Dirceu Picoli e Janete Mallmann manifestaram insatisfação com o desabastecimento frequente.

Conforme Henicka, havia a promessa do governo municipal em perfurar um poço de água próximo à divisa com o bairro Imigrante, no Distrito Industrial. “Eles falaram que, até o fim do mês, iriam furar esse poço. A obra foi iniciada. A ideia é aumentar a capacidade de abastecimento, já que a rede pega outros dois bairros, além do nosso”, comenta.

Bergmann garante que a obra deve ser concluída, no máximo, até a próxima segunda-feira. “A empresa responsável teve problema em um caminhão. Estamos vendo também com a Certel para ligar o poste trifásico”, comenta.

2020_01_30_Mateus Souza_Pista de CaminhadaCampo abandonado vira ponto de drogadição

Durante a visita ao bairro, uma das situações mais abordadas por moradores é o abandono do antigo campo de futebol, um dos principais espaços de lazer da comunidade. Conforme relatos, há mais de meio ano que terras foram jogadas no local para a construção de uma pista de caminhada.

O campo encontra-se com poucos brinquedos e vegetação alta. A falta de manutenção da estrutura faz com que moradores se desinteressem em utilizá-la, tornando-se um ponto restrito para usuários de drogas. Famílias reclamam em não ter segurança para deixar os filhos irem sozinhos ao local e também do lixo deixado por frequentadores.

Lídia Prado, 55, que reside há 37 anos no bairro, lamenta a situação atual da área. “Ela é muito boa, mas atualmente não dá para fazer nada ali. E ainda se tornou um ponto de drogadição. Está há mais de ano daquele jeito”, comenta.
Presidente da Associação dos Moradores, Rodrigo Henicka, lembra que, em 2016, um velho pavilhão do Esporte Clube Ouro Verde, que ficava junto à área, foi derrubado. “Depois, não fizeram outro. Aí, ano passado, começaram a fazer a pista de caminhada e não terminaram. Foi um dinheiro perdido”, lamenta.

2020_01_30_Divulgação_Projeto da PraçaHá um projeto de revitalização feito pela entidade, tornando-o uma praça multiuso. “É uma briga de uns 15 anos. Queremos uma área com pista de caminhada, quadras de areia, ampliação da academia e do espaço para brinquedos e churrasqueiras para as famílias confraternizarem”, projeta Henicka.

“O primeiro passo seria colocar um campo de futebol sete, com iluminação e um quiosque. Isso já permitiria um aproveitamento e cuidado melhor daquela área inclusive à noite. Um investimento para torná-la habitável”, comenta.

Conforme o secretário de Obras e Serviços Públicos, Fabiano Bergmann, a ideia é que, na próxima semana, uma equipe da pasta vá ao local para começar a construção de uma quadra de areia. “Quanto à pista de caminhada, faremos licitação para executá-la com PVS. Nossa ideia é transformar aquela área em um parque, com a colocação de mais brinquedos e postes de iluminação pública”, explica.