Vale do taquari

Cpers entrega documento à CRE e pede a retirada do pacote

Na próxima terça-feira, professores se reúnem em assembleia geral em Porto Alegre para definir rumos da mobilização

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Cpers entrega documento à CRE e pede a retirada do pacote

Mais protestos em apoio aos professores ocorreram na manhã desta sexta-feira, 22, no Vale do Taquari. A regional do Cpers organizou um movimento em frente a 3a Coordenadoria Regional de Educação, em Estrela.
Um documento foi entregue à CRE, com um pedido para que o Governo do Estado retire os projetos do pacote de reformas. Segundo o coordenador do Cpers no Vale, Gerson Johann, cerca de 300 pessoas participaram, vindas de diversas cidades da região. Depois do ato na CRE, os manifestantes fizeram uma caminhada até o centro da cidade.
Em Lajeado, uma manifestação ocorreu no fim da manhã, em frente à escola Irmã Branca, no Florestal. Participaram cerca de 50 pessoas.
Johann afirma que o Cpers formou equipes que visitam escolas da região. A percepção é que o número de instituições paralisadas tem crescido. Na terça-feira, os professores se reúnem em assembleia geral, em Porto Alegre.
Deflagrada na última segunda-feira, 18, a greve é uma reação ao pacote de medidas enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa. Um dos projetos altera o plano de carreira do Magistério, propondo ganhos de salário por formação e extinguindo gratificações por tempo de serviço.
O pacote também pretende ajustar as regras do funcionalismo do estado a alguns pontos da reforma da Previdência, como a idade mínima para aposentadoria. Segundo o governo, as medidas buscam reduzir os gastos com pessoal e são necessárias para que o Estado consiga pagar os servidores em dia e retomar a capacidade de investimento. A previsão é de uma economia de cerca de R$ 25 bilhões em 10 anos.
Discussão em Arroio do Meio
As propostas do governo foram discutidas na tarde desta sexta-feira, 22, na Câmara de Vereadores de Arroio do Meio. O evento foi convocado pelo deputado estadual Edson Brum (MDB). “O objetivo é escutar os servidores, receber demandas e possíveis emendas para os projetos”, explica Brum. Uma atividade semelhante foi realizada na quinta-feira, em Santa Cruz do Sul, com participação de mais de mil pessoas.
O deputado não acredita que o governo vá conseguir aprovar o pacote da forma como ele foi enviado. As propostas devem receber muitas emendas. “Não vejo facilidade de o governo aprovar, até porque não tem muito diálogo, ele mandou o projeto e não conversou com sua base”, afirma. O pacote é composto de 7 projetos de Lei e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Os PLs devem ser votados no dia 17 de dezembro. A PEC fica para 2020.
 

FELIPE KROTH – felipekroth@jornalahora.inf.br