4º Moto Rock

Paixões que se unem

Evento encerra com sucesso de público e mais de 100 carros expostos

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Paixões que se unem

Ocorreu no último final de semana a quarta edição do Moto Rock, tradicional evento que une apaixonador por Rock & Roll e carros antigos. Nos dois dias do evento, cerca de 5 mil pessoas passaram pelo Parque do Imigrante.
 
O evento superou a expectativa em relação ao número de participantes e veículos. Cerca de 2.500 motos circularam pelo local, além de mais de 100 carros antigos expostos. Na parte musical, dez bandas de Rock agitaram o público.
 
Organizador do evento, Afonso Vieira acredita que a programação foi um sucesso. “Como todo evento deste tipo, foi um ambiente de descontração e de se fazer novas amizades, trocar experiências e informações.”
 
Segundo o organizador, mesmo que o evento tenha tido menos participação do empresariado local, teve mais participação de público. “Muita gente veio acampar, desde sexta-feira até domingo, diversas vans e a galera de duas rodas.”
 
Com caráter beneficente, o Moto Rock tinha como forma de entrada a doação de 1kg de alimento. Foram arrecadados aproximadamente 500kg, que foram posteriormente doados para a Saidan.
 

“O Fusca estava abandonado na rua”

 
Rudimar Pasini é dono de um Volkswagen Fusca 1974. “Comprei de um senhor, o Fusca estava abandonado na rua.” Precisando de reformas, foi todo restaurado por ele e seu filho. Deixaram com um aspecto personalizado, pois não queriam que ele ficasse parecido com um modelo original. O carro está na família faz dois anos, e o dono acredita que o veículo ainda não está pronto. “Na verdade acho que ele nunca vai ficar pronto, sempre temos algo para mexer.” A paixão passou de pai pra filho. “A gente olha pro Fusca e pensa o que podemos mudar, é um orgulho ver que meu filho me ajuda.”
Rudimar Pasini, Lajeado
Volkswagen Fusca 1974
 

“Tem que ter o estilo do dono”

 
Rodrigo da Costa possui um Opala Comodoro 1977 faz quatro anos. Quando comprou, o carro estava diferente, e com o tempo começou a fazer modificações no veículo. “Acredito que o carro tem que ter o estilo do dono.” Rodrigo frequenta as exposições junto de sua esposa, Liliane, em atividade que consideram como programação familiar.
Rodrigo da Costa, Lajeado
Opala Comodoro 1977
 

“São melhores que muitos carros novos”

 
Dono de um Ford Galaxy 1978, Adilson Lutz diz que está sempre pensando em vender o carro, mas quando chega na hora, desiste. “Ele é uma paixão, não tem jeito.” Com muitos amigos no mundo do antigomobilismo, considera que a atividade une as pessoas. “Tem muita gente que não conhece os carros antigos, não sabe a estabilidade e qualidade que tem, são melhores que muitos carros novos.” Quando comprou o Galaxy, ele estava parado dentro de uma marcenaria, com os vidros abertos e sujo. “Tive que desmontar estofamento, dar uma boa lavada e fazer toda a parte mecânica.”
Adilson Lutz, Lajeado
Ford Galaxy 1978
 

“Somos apaixonados por antigos”

 
O lajeadense Vinícius de Bairros expôs o Simca Tufão 1964, que pertence ao seu tio, Luís Valeriano Togni, e foi comprado em 2010. “Somos apaixonados por carros antigos, então acabo sendo responsável pelo carro também.” Segundo ele, o carro precisou passar por uma grande reforma. Donos de outros três modelos, uma Chevrolet 1949, uma Ford Belina e um Passat, considera o mundo do antigomobilismo uma paixão. “Quando ocorrem exposições combinamos qual carro fica mais adequado ao evento, estamos sempre presentes.”
Vinícius de Bairros, Lajeado
Simca Tufão 1964
 

“É um carro extremamente raro”

 
O Dodge Polara 1976 está com Vilson Lutz desde 2013. Quando comprado, tinha outra cor, era marrom. “Eu reformei e deixei na cor original, que é mais puxada pro dourado”, comenta Lutz. Segundo ele, o Polara 76 é uma raridade muito difícil de ser encontrada. “Já fui em exposições em que haviam mais de mil carros, e nenhum do mesmo modelo do meu.” O fato de ser um carro raro, faz com que outros apaixonados fiquem de olho, propostas já vieram, mas sempre foram recusadas. “Só fazendo uma proposta muito tentadora para eu começar a pensar.”
Vilson Lutz, Lajeado
Dodge Polara 1976