Editorial

De novo na educação

A área que deveria ser prioritária em termos de investimentos nacionais agoniza e tropeça nas próprias pernas. Hoje, mais um protesto nacional traduz a instabilidade e a falta de uma política pública consistente e duradoura nesta área. Faz tempo, o…

A área que deveria ser prioritária em termos de investimentos nacionais agoniza e tropeça nas próprias pernas. Hoje, mais um protesto nacional traduz a instabilidade e a falta de uma política pública consistente e duradoura nesta área. Faz tempo, o Brasil escolheu a falta de projeto para a educação como projeto.
 
Professores, escolas, universidades, institutos federais e entidades fecham as portas país afora em protesto contra os recentes cortes anunciados pelo governo federal e também contra a proposta da Reforma da Previdência. No Vale do Taquari, o ato principal está marcado para as 9h, em frente à Caixa Federal, no centro de Lajeado.
 
Faz tempo, o professor enfrenta um dilema que vai além da precarização do trabalho, dos atrasos salariais, do desinteresse dos alunos e da sobrecarga de funções. Os mestres estão diante de uma desvalorização do magistério por parte da própria sociedade.
 
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No Rio Grande do Sul, estado que já foi referência educacional da nação, o problema ganha mais dimensão devido ao próprio Cpers. Há uma antipatia de muitos gaúchos ao sindicato dos trabalhadores. Algumas justificáveis, como a ligação histórica a partidos políticos.
 
Entre as acusações de professores e das entidades classistas a alegações do governo federal, o fato é que em vez de discutir melhores modelos pedagógicos, qualificação dos docentes, novas e mais eficazes formas de ensino, entre outros, a educação brasileira vive dia de protesto.
 
A falta de um projeto imune às ideologias político-partidárias fica cristalina nesta quarta-feira. Os recentes cortes anunciados pelo Ministério da Educação confrontam aquilo que deveria ser a prioridade número 1 do Brasil: investir mais na educação. Ela é o caminho soberano para o Brasil vencer mazelas, superar brigas ideológicas e trilhar um desenvolvimento mais adequado.