investimento em criptomoedas

Mais de dez pessoas denunciam fraudes

Promessas de 5% de ganho ao dia atraem investidores para ciladas

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Mais de dez pessoas denunciam fraudes

Promessas de até 5% de ganho ao dia atraem investidores a ciladas na região. São mais de dez ocorrências na Delegacia de Polícia de Lajeado sobre perdas em investimentos no mercado das moedas digitais. A maioria, segundo a delegada Márcia Scherer, foi registrada nas últimas duas semanas.
Em um vídeo nas redes sociais, ela expôs a situação e fez um alerta para a comunidade. “Esse tipo de retorno nem o tráfico de drogas pode prometer”, relaciona.
Conforme a delegada, pelo menos duas empresas foram identificadas praticando o estelionato na região. Elas apagaram os registros na internet após a constatação dos crimes. “São empresas que atraem um grupo de pessoas para os investimentos. Essas pessoas, de boa fé, chamam terceiros a partir de uma ideia inicial sem fundamento”, exemplifica.
Num dos casos, a delegada cita que a vítima sequer depositou o dinheiro em uma conta para ser aplicado em rendimentos. O valor foi direto para integrantes de uma pirâmide financeira, complementa. Em outra situação, relata que a pessoa não fez contrato antes de executar a negociação.
Márcia reforça que há empresas sérias no ramo das criptomoedas, entretanto é necessário pesquisa antes de apostar no novo negócio. “É preciso desconfiar de rendimentos exorbitantes em pouco tempo. As pessoas se deslumbram, mas isso é irreal”, acrescenta.
Ela recomenda também que as pessoas evitem se desfazer de patrimônio para realizar investimentos que podem ser de alto risco.
R$ 800 mil perdidos
 
Nos registros citados pela delegada estava a de um morador de Cruzeiro do Sul que relatou perdas de R$ 800 mil após investimento em uma suposta empresa de marketing. As negociações ocorreram em janeiro e, segundo a vítima, a empresa teria lhe prometido 3,5% ao dia. Ao solicitar o saque dos ganhos após 20 dias, montante que já chegaria a R$ 400 mil, a vítima teve a conta bloqueada. Um período depois, a empresa excluiu a conta.
 
FÁBIO KUNH – fabiokuhn@jornalahora.inf.br