Caso Marielle

Vigília marca um ano de crime sem solução

Ontem, o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes completou um ano. A data foi marcada por atos em diversas cidades brasileiras e fora do país. Em Lajeado, no fim da tarde, um grupo de pessoas…

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Vigília marca um ano de crime sem solução

Ontem, o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes completou um ano. A data foi marcada por atos em diversas cidades brasileiras e fora do país. Em Lajeado, no fim da tarde, um grupo de pessoas se reuniu no canteiro em frente à biblioteca da Univates. A ideia da vigília é não deixar que o caso caia em esquecimento. O ato foi organizado pelo coletivo feminista Nosotras, criado em 2017.
 
Para a mestranda em Educação pela Univates e professora de História, Inauã Ribeiro, o crime marca a história política do país.brasileira. “Quando uma mulher, negra, bissexual, que ocupa um lugar de vereança em uma das maiores cidade do Brasil é assassinada por um trabalho que ela desenvolve, isso representa um marco na história da democracia brasileira”, afirma.
 
06_AHORANa noite de 14 de março de 2018, Marielle saía de um evento na Lapa, região central do Rio. No bairro do Estácio, foi vitima de um atentado. Foram m13 disparos de submetralhadora contra o veículo que conduzia a vereadora. Marielle foi atingida por quatro disparos na cabeça, Anderson, com três nas costas.
 
Para Inauã, o assassinato põe em cheque direitos os direitos da população como um todo. “A gente começa a questionar se a gente vive em uma democracia. A gente tem a liberdade de expressão política, de atuar e cobrar do Estado seu papel?”
Antes de ser eleita vereadora, Marielle atuou como assessora do deputado Marcelo Freixo na CPI das Milícias. A comissão pediu indiciamento de mais de 200 políticos, policiais, agentes penitenciários, bombeiros e civis.
 

MATHEUS CHAPARINI – matheus@jornalahora.inf.br