Caminhos do turismo

Trem, caminhos autoguiados e aumento no número de associados

Presidente da Amturvales, Rafael Fontana avalia progressos e necessidades para tornar o Vale do Taquari mais atrativo aos visitantes

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Trem, caminhos autoguiados e aumento no número de associados

Hoje marca o último dia de gestão de Rafael Fontana à frente da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales). Em assembleia geral em Arroio do Meio, ocorre a aclamação da nova chapa, encabeçada pelo empresário Leandro Arenhart, proprietário do Sítio Paraíso dos Anjos, de Arroio do Meio.
 
O evento será no auditório da Associação Comercial e Industrial de Arroio do Meio (Acisam) a partir das 16h45min. A primeira parte terá a prestação de contas aos associados, diretrizes quanto ao investimento dos recursos e a deliberação quanto aos projetos da associação. Na etapa final, a partir das 19h30min, ocorre a eleição e posse da diretoria 201921.
 
Fontana assumiu a Amturvales em março de 2017 com o desafio de fortalecer o turismo no Vale do Taquari. Entre as conquistas nos dois anos de mandato, avançou em termos de municípios associados, ajudou a promover mais debates e treinamentos para empreendedores regionais, além de ter avançado no projeto do trem turístico regional.
 

“Precisamos trabalhar a promoção e comercialização do turismo”

A Hora – Nestes dois anos à frente da Amturvales, quais foram os principais avanços?
Rafael Fontana – Conseguimos ampliar o número de municípios associados. Tínhamos 15 e agora estamos com 25. Muito mais do que a receita em termos das mensalidades, o mais importante é ter aumentado o envolvimento das comunidades com o turismo.
 
Com o diagnóstico que fizemos sobre os potenciais e carências, tivemos uma radiografia dos Vales. Pudemos perceber a potencialidade do turismo voltado à natureza. A partir disso, construímos o projeto dos caminhos autoguiados. Isso tem movimentado muito as comunidades interioranas, principalmente nos fins de semana.
 
Outro destaque foi o trem turístico. No Natal pudemos ter uma noção do quanto essa atração mobiliza as pessoas. Tanto que, pelo nosso planejamento, poderemos ter viagens com passageiros pelos morros, túneis e viadutos já a partir do próximo ano.
 
Para os próximos anos, quais aspectos precisam ser trabalhados pela Amturvale?
Fontana – Precisamos muito trabalhar a promoção e comercialização do turismo. Isso se consegue ampliando o número de turistas. Na proposta que será levada para os associados amanhã (hoje), vamos escolher os projetos e os investimentos nessa área. A verba sai de duas fontes: da contribuição dos associados e outro do investimento dos municípios em divulgação, promoção e sinalização turística.
 
Qual é o investimento  previsto?
Fontana – Isso vai passar pela assembleia. Neste momento prefiro esperar. Vamos apresentar aos associados em primeira mão.
 
Como fortalecer o vínculo com o empreendedor para ele apostar no turismo como fonte de receita?
Fontana – Partimos de uma visão regional do turismo. Como as nossas cidades são muito próximas, mesmo que cidades menores não tenham oferta de hotéis ou restaurantes para grandes públicos, temos os municípios pólos, como Lajeado e Estrela, que dispõem dessa infraestrutura. Nosso perfil é diferente da Serra Gaúcha.
 
Nos caminhos da Colônia, por exemplo, os grupos de turistas pernoitam em Lajeado, mas passam o dia visitando as atrações pelo interior. Isso já está acontecendo. Os caminhos autoguiados em Marques de Souza por exemplo. Os freqüentadores passam o dia lá, depois voltam para pernoitar nas cidades maiores.
 

FILIPE FALEIRO – filipe@jornalahora.inf.br