opinião

Jonas Ruckert

Jonas Ruckert

Diretor do Colégio Teutônia

Assuntos e temas do cotidiano

“Nada começa em algo. Tudo em alguém! ”

Por

Na vida somos impactados por diferentes situações e aspectos, das mais diferentes ordens, desde situações familiares, profissionais, econômicas, sociais e tantas outras mais. Passados alguns anos, diferentes momentos se constituíram em desafios a serem superados. Os anos trouxeram, com as experiências bem conduzidas, maturidade e conceito de vida. Quando mal conduzidas, consequências… O que posso observar é que, em se tratando da dimensão humana, resultados expressivos se tornam possíveis a partir de um processo de liderança positiva. Dito isso me ocorrem duas frases sobre liderança.
 
A primeira de Adraham Lincoln: “a maior habilidade de um líder é desenvolver qualidades extraordinárias em pessoas comuns”. A segunda que ouvi Alfredo Rocha dizer e que uso no título deste texto: “nada começa em algo, tudo em alguém! ”Este século que nos dá a oportunidade de vivermos estrondosos adventos da tecnologia, inquietantes pelos avanços das pesquisas vinculadas à inteligência artificial, biotecnologia, mas também pela bolha em que os algoritmos estão conseguindo criar em nosso entorno.
 
Tenho escutado sociólogos, psicólogos e filósofos afirmar que a crise mundial que nos atinge – a todos, em todos os lugares – é a crise mais suicida da humanidade de todos os tempos. Diferente daquelas que foram pontuais, a exemplo da crise da Reforma Protestante Luterana na Europa em 1517, da Crise Industrial de 29, da Guerra do Golfo de 90, da Crise Imobiliária Americana de 2007, da crise econômica da Grécia em 2009, do atual caos social da Venezuela. Esta é suicida e global porque tem crianças e adolescentes viciados em jogos eletrônicos e drogas.
 
E nestes a incapacidade de evidenciar uma geração protagonista de sua história. Sabedores de que o estado de vida do ser humano tem mais a ver com a conduta do que com a genética, concluo que este modelo social não é inspirador e, portanto, não influencia positivamente para as escolhas que entendemos ser melhores. Estamos vivendo no século da terceirização de todos os aspectos da culpa e do insucesso circunstanciados pela tragédia social da desestruturação familiar!
 
Considerado o exposto, compartilho da dificuldade em me desprender das circunstâncias que me constituíram como indivíduo, estas vinculadas à família e ao trabalho. Da família trago os valores, os exemplos, a educação e a persistente insistência pela consciência da necessidade da escolarização, da formação. Do trabalho, o que me constituí na relação com o que faço e, a partir de Lengel, com uma pitada de arrojo, com o que me proponho: “aprender a conduzir carreiras vitoriosas”. Isso parece complexo, mas na verdade não é! Está em coisas muito simples, a começar pelo desejo de gerar influências positivas.
 
Se “nada começa em algo e tudo em alguém”, nós que somos os alguéns precisamos ocupar espaços de liderança verdadeiros, com foco na coletividade, preservando os interesses pessoais, conscientes de que não chegaremos ao alvo ou a algo sem um profundo processo de transformação social que tem na educação, na escolarização, na formação acadêmica o princípio de tudo.
“Sonhar é só o começo!” Um começo que se sustenta com ação. Mãos à obra então! É o que penso. É minha opinião!