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DJ de Lajeado lança três músicas por gravadora europeia

Depois de 12 anos trabalhando como DJ, Rafael Cappelli sente que seu trabalho começa a ganhar consistência e reconhecimento. Desde a véspera do Natal, um EP com três músicas está disponível para compra no Beatport, maior plataforma virtual de música…

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DJ de Lajeado lança três músicas por gravadora europeia
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Depois de 12 anos trabalhando como DJ, Rafael Cappelli sente que seu trabalho começa a ganhar consistência e reconhecimento. Desde a véspera do Natal, um EP com três músicas está disponível para compra no Beatport, maior plataforma virtual de música eletrônica do mundo.

“Meu nome está ali entre os maiores da música eletrônica. Isso dá uma visibilidade muito grande para o meu trabalho e para o cenário de música eletrônica da região.”

O EP foi lançado pela gravadora espanhola Mystic Carousel Records, de Madri. Chamado Modulation, traz duas músicas autorais e uma parceria com o colega Knorst. A gravadora encomendou outro lançamento de Cappelli, para fevereiro. Aos 28 anos, ele dá um passo maior na carreira.

“Produzi uma música e me senti encorajado de mandar. Enviei para umas 20 gravadoras e duas se interessaram, uma da Itália e essa de Madri.”

A criação começa com a batida, em que usa até 18 tipos de som para montar. Depois vem a melodia, as pausas e os solos. O trabalho engloba basicamente três estilos de house mix: deep house, progressive house e techno.

Músico desde criança

Cappelli começou na música aos 11 anos, tocando teclado no conjunto da Igreja Batista Independente, em Passo Fundo, onde nasceu. Aprendeu outros instrumentos como violão e bateria, conhecimento que deu sua base musical. O teclado é usado até hoje para fazer as melodias e solos.

Há 12 anos entrou para a música eletrônica. Cinco anos atrás, mudou-se para Balneário Camboriú para tentar alavancar a carreira. Não era o momento, não deu certo, mas ficou a certeza de que era aquilo que queria fazer da vida. Mudou-se para Lajeado, conheceu pessoas e recomeçou a carreira. Em 2015 começou a produzir as próprias músicas.

Hoje ele toca uma produtora com outros quatro sócios, a Camarão Stories. Há dois anos, o grupo produz eventos e viaja produzindo conteúdo de áudio e vídeo das principais festas de música eletrônica.

Cenário em formação

Na Vale do Taquari, o cenário da música eletrônica ainda está se criando. Pelo menos outras duas produtoras movimentam a região: Fonte e 120 makers. Os profissionais oscilam fases em que é possível viver da música e outras em que conciliam com outros empregos.

O desenvolvimento é mais avançado na Serra Gaúcha e nas regiões de Passo Fundo e Santa Maria.

“Santa Maria não tem casas, Eles alugam os locais e fazem as festas”, explica. No Vale, o mercado segue a tendência de Santa Maria. Os eventos são montados em casas não especializadas no estilo ou em locais mais afastados, como chácaras no interior.

Matheus Chaparini: matheus@jornalahora.inf.br