Após cinco anos, IFSul está inacabado

Lajeado

Após cinco anos, IFSul está inacabado

Obra iniciou em dezembro de 2013. Nova promessa é finalizar o câmpus até novembro

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Após cinco anos, IFSul está inacabado
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A então presidente da República, Dilma Rousseff, anunciou em setembro de 2011 a escolha da cidade para uma das novas sedes do Instituto Federal Sul Rio-Grandense. (IFSul) Passados cinco anos da decisão do Ministério da Educação, as obras do câmpus estão inacabadas. A empresa Segmento Construtora foi contatada, mas não houve retorno.

O câmpus de Lajeado estava orçado inicialmente em R$ 10 milhões – a primeira etapa custaria R$ 3,7 milhões. Com o atraso de dois anos na conclusão dos serviços, a previsão é de aumento nos custeios das obras. Pronta, a escola federal poderá atender cerca de 1,2 mil estudantes, de forma gratuita, contando com 60 professores e 75 técnicos.

Com o prédio inacabado, a instituição federal renovou a parceria com a Escola Municipal Campestre, onde, desde o início das operações no município, em 2014, os estudantes matriculados no Técnico em Administração utilizam as salas. Um outro espaço, na escola Porto Novo, também é usado para o Programa PróFuncionário.

A última previsão lançada pela diretoria do câmpus datava o término das obras para fevereiro de 2015. Conforme o engenheiro responsável pela Diretoria de Projetos e Obras (DPO), Élton Pedroso, o novo prazo é novembro de 2016. “Não posso afirmar o dia. Mas a previsão é finalizar os serviços até novembro.”

Pedroso fala sobre a demora. Segundo ele, a empresa chegou a trabalhar com mais de cem dias de defasagem em relação aos pagamentos de obrigação do governo federal. “Faz cerca de dois meses que esses repasses enfim normalizaram. Agora, a previsão é que os serviços voltem a ocorrer no ritmo normal.”

Com quase dois anos de atraso, obras seguem à míngua. Nessa terça-feira, só um funcionário trabalhava no local

Com quase dois anos de atraso, obras seguem à míngua. Nessa terça-feira, só um funcionário trabalhava no local

Nova direção

Desde o início deste mês, a direção do câmpus do IFSul em Lajeado está sob nova direção. Luís Afonso Alves da Fonseca, que atuava como diretor-geral desde o início das aulas, se aposentou há duas semanas. Com a saída dele, quem assume a coordenação é Cláudia Schwabe, que atuava como chefe de Ensino, Pesquisa e Extensão.

07_ahora.inddHistórico da instalação do IFsul em Lajeado

• 2009: grupo formado por vereadores, secretários municipais, empresários, prefeitos, líderes comunitários da região e representantes da Univates e Uergs inicia as tratativas para garantir, junto à União, a construção de uma escola federal no Vale do Taquari.

• Abril de 2011: durante audiência pública em Brasília, a então ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, confirma, ao Codevat, uma escola técnica federal para o Vale do Taquari. Além de Lajeado, também encaminharam propostas as administrações de Arroio do Meio, Encantado, Teutônia e Taquari.

• Setembro de 2011: a então presidente Dilma Rousseff anuncia 120 escolas técnicas em todo o país. Lajeado é confirmada como uma das sedes do Instituto Federal Sul Rio-Grandense. O câmpus anunciado estava orçado em R$ 10 milhões, para atender 1,2 mil alunos.

Junho de 2012: é realizada a primeira audiência pública para definição dos cursos a serem implantados no câmpus lajeadense. Foram definidas três qualificações: Automação Industrial, Processamento de Alimentos e Gestão de Negócios.

Setembro de 2012: o governo municipal confirma a compra 23 mil metros quadrados de terreno, como contrapartida para instalação do câmpus. A área no bairro Olarias foi adquirida por R$ 1,2 milhão.

• Fevereiro de 2013: após penhora judicial do terreno em função de um processo movido contra os antigos usuários dos imóveis, o governo municipal repassa a área ao IFSul.

• Maio de 2013: a Comissão Permanente de Licitações do IFSul abre processo licitatório para construção do câmpus. Em agosto, a empresa Segmento Construtora, de Tramandaí, é declarada vencedora e assume a obra.

Dezembro de 2013: iniciam as obras, com prazo inferior a um ano para conclusão.

• Agosto de 2014: mesmo com o prédio inacabado, as atividades letivas iniciam em salas de escolas municipais cedidas pelo Executivo.