Censo animal será concluído até dezembro

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Censo animal será concluído até dezembro

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Desde o início do ano, o Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) reali­za o Censo Animal. De 6.207 fa­mílias ouvidas até o momento 73,22 % têm animais de estima­ção. Há 7.108 cães e 2.253 gatos – 1,5 por habitante.

O levantamento é feito pelas agentes de saúde. Quando visi­tam as famílias elas contabilizam o número de animais domésticos que há nas residências e aplicam um questionário. Os bichos que circulam nas ruas ainda não fo­ram contabilizados.

chipEntre os dados questionados estão o tipo de moradias, cerca­mento, prevenção quanto à pro­criação e número de animais. O censo deve mostrar a realidade local. A secretaria utilizará o material em projetos nas comu­nidades carentes.

Um deles, em estudo, é a cas­tração gratuita de cães e gatos. Segundo a coordenadora do CCZV, Juliana Fava e Silva, um cálculo prévio feito pela secretá­ria revela que a castração é mais barata para os cofres públicos do que a manutenção quando os animais procriam. “Com o au­mento de animais, outras secre­tarias acabam envolvidas, como a da saúde.”

Serão realizados trabalhos e palestras pela Educação Am­biental, abordando temas como a posse responsável, adoções e outros projetos que poderão ser desenvolvidos, buscando a cons­cientização da comunidade com a saúde pública.

Até o momento foram ou­vidos moradores dos bairros: Campestre, Centenário, Centro, Conservas, Conventos, Igreji­nha, Imigrante, Jardim do Ce­dro, Moinhos, Moinhos d’água, Montanha, Morro 25, Nações, Olarias, Planalto, Santo André, Santo Antônio, São Bento, Uni­versitário. Localidades onde há agentes de saúde.

Conforme a coordenadora, a contagem dos animais servirá para o planejamento de ações em saúde pública, em particular no monitoramento e prevenção de zoonoses.

Ela cita que nos últimos anos aumentou de forma significa­tiva o número de animais nas vias urbanas. Segundo Juliana, em alguns bairros da cidade é possível verificar animais na rua, sendo que muitos deles têm proprietários.

A coordenadora conta que os proprietários precisam provi­denciar maneiras de evitar que seus animais circulem livre­mente nas ruas. Soltos, podem ocasionar riscos a saúde pública como mordeduras, atropelamen­tos, transmissão de zoonoses e procriação de animais.

Aplicação de chips

A Sema adquiriu cerca de 1,8 mil microchips. Eles serão aplicados na nuca dos cães e servem como uma identidade. A partir da leitura de um código de barras implantado na peça é possível ler informações como o nome do animal, quem é o dono e vacinas recebidas.

O material auxiliará no controle populacional canino do município. O microchip tem cerca de um centímetro e é aplicável sob a pele com auxílio de uma agulha. A dor para o animal é se­melhante a uma vacina.

Ele permitirá a localização dos pro­prietários dos animais perdidos. Este procedimento já está sendo desenvolvi­do pelo CCZV desde a abertura do “ca­nil” em 2008. Eles utilizam o sistema para controlar a população de cães que passam pelo Centro.

Todos os caninos que entram no CCZV saem chipados, vacinados, desvermina­dos e castrados. Cães de pessoas vítimas e desabrigadas das enchentes também estão recebendo os procedimentos.

Ainda este ano o número de animais chipados será aumentado com a che­gada dos microchips. Em um primeiro momento a aplicação será feita em ani­mais que circulam nos bairros Conser­vas, Jardim do Cedro, Morro 25, Nações e Santo Antônio. Nestes bairros já há um pré-cadastro dos bichos.

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