Aumento de carros expõe falta de planejamento

Notícia

Aumento de carros expõe falta de planejamento

Por

Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Em dois anos, o número de automóveis aumentou 9,5% na região. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que havia 98.118 carros em circulação em 2009. Hoje, são 105.293.

Os 9,1 mil carros a mais trazem problemas de tráfego e de estacionamento. Os reflexos da falta de planejamento no plano viário são percebidos agora.

Administrações municipais das cinco maiores cidades alegam que nas ruas principais do centro de Lajeado, Estrela, Encantado, Teutônia e Arroio do Meio o alargamento é inviável.

carrosSegundo o IBGE, neste ano, Lajeado está com uma frota de 26 mil carros, uma média de crescimento de 120 mensais. Em Estrela, são 10,5 mil, subindo cerca de 48,5 por mês. Em Encantado, há 7,3 mil automóveis e a média é de um aumento de 25,5 mensais. Em Arroio do Meio, com seis mil carros, são 35,2 a mais por mês e, em Teutônia, que tem 9,2 mil, o crescimento é de 55,5 mensais.

As administrações municipais reconhecem que alternativas, como a mudança no sentido das ruas, são paliativas. Conforme o presidente do Conselho Municipal de Trânsito de Encantado, Márcio Arcari, a instalação de tachões, rótulas e novas pinturas diminuem o problema, mas não solucionam. Ele afirma que um anel viário será instalado no centro, separando os veículos pesados dos demais, desafogando as principais ruas.

Para o secretário de Administração de Estrela, Ademar Dadall, é inviável alterar a Av. Rio Branco, principal acesso à cidade. Para ele, é preciso pensar no futuro e não deixar que os novos loteamentos sejam mal planejados.

Perimetral é alternativa

De acordo com o secretário de Planejamento de Lajeado, João Alberto Fluck, será contratada uma empresa para fazer o Plano Diretor e nele deverá constar o reestudo do plano viário da cidade, que não é atualizado desde 1992.

A perimetral, uma espécie de contorno paralelo às ruas principais, está projetada e pode ser aprovada no próximo Plano Diretor. Tal construção ao redor da cidade desafogará o trânsito em ruas consideras muito estreitas por falta de planejamento. Acredita que o investimento é alto e pode demorar.

O primeiro projeto do mapa temático mostra que a perimetral passará pelas ruas Carlos Spohr Filho, Bento Rosa, Amazonas, Paulo Emílio Theisen e Romeu Júlio Scherer. Será necessário novas construções para a ligação das ruas Romeu Júlio Scherer e Carlos Spohr Filho. Outras duas perimetrais estão planejadas, mas afastadas do centro. Uma delas passa pela Av. Beira Rio.

Fluck aponta a necessidade dessa obra, visto que a rua Júlio de Castilhos, uma das mais movimentadas, não pode ser alargada, devido ao número de desapropriações e transtornos que causaria no trânsito. “O problema é histórico e sabemos que a situação, por vezes, é caótica.” Outra alternativa para diminuir o fluxo de carros é incentivar a instalação de lojas, bancos e lotéricas nos bairros, reduzindo o deslocamento dos moradores para o centro.

Demanda pode reajustar preço

O presidente da Petrobras José Sergio Garbielli anunciou, em abril deste ano, que seria necessária a importação de gasolina para atender a demanda que cresceu cerca de 19% em 2010. A lei de oferta e procura ditou as regras. O aumento da procura pela gasolina forçou a Petrobrás a importar mais combustível, tornando-o mais caro no mercado interno.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

Facilidade de compra

Lajeado tem 98 revendas e concessionárias de automóveis, sendo procurada por clientes de diversos municípios da região. Para o proprietário de uma revenda no bairro Florestal, Maurício Arnhold, a facilidade de financiamentos aumentou o número de compradores. “É fácil comprar carros, pois se pode pagar em muitas vezes.”

Ele acredita que outro fator que explica o número de carros circulando é por Lajeado ser uma cidade-polo. “A universidade e as indústrias que se instalaram aqui atraíram muita gente.”

Para pesquisar preços, Áurio e Tamara Marth se deslocaram de Santa Cruz do Sul para a cidade. Eles têm um carro popular, mas querem trocar por outro mais novo. Ao comparar os valores, notaram uma diferença de cerca de R$ 6 mil. Fator que pode ser decisivo na compra.